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escola, teatro vai à escola
Somos um
actor e uma caracterizadora e monitora de expressão plástica infantil que
desde há alguns anos se têm dedicado aos públicos mais jovens, e que,
desde 2001 resolveram dar um salto
no escuro. Acreditamos que
favorecendo a expressão se desenvolve a criatividade e
sensibilidade na criança, o que vai ajudar o seu desenvolvimento
intelectual, torná-la um ser mais equilibrado e mais forte, capaz de
enfrentar as dificuldades com mais segurança.
O nosso salto é um exercício de confiança, cheio de esperança de que o novo dia seja
sempre mais luminoso, incendiado pelos sorrisos que vamos semeando à nossa
passagem.
Pontualmente têm-se juntado
a nós alguns amigos que acreditam nesta forma de ser e estar.
Em
2001, com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB) e
do Centro de Pedagogia e Animação do CCB, criámos
o livro mágico (1ª
criação - estreou a 5. Mar. 01), espectáculo interactivo de incentivo à
leitura. Este espectáculo foi o ponto de partida
para o projecto salto no escuro.
O nome, surgido só em 2003, integra todos os nossos ateliers e espectáculos
que fomos criando e que têm como característica comum serem um espaço
interactivo e de liberdade de expressão.
A
biblioteca extravagante (2ª criação - estreou a 25. Mai. 02)
inspirado na exposição de António Catalano "Universos Sensíveis" é um quase
espectáculo que tenta recriar o ambiente dos contadores de histórias. Em
2003, já com o nome salto no escuro,
criamos o Atelier de Expressão Plástica e de Desenvolvimento da
Sensibilidade e Criatividade
se eu fosse uma tela (estreou a 26. Ago.
03). Só em 2004 conseguimos terminar
porquê a guerra? (3ª criação - estreou a 21. Jun. 04),
espectáculo interactivo de educação para a cidadania (e de incentivo à
leitura).
Procuramos fazer um trabalho de
qualidade, interactivo, de aprendizagem constante (aberto à participação de
alunos, professores, pais, filhos…), com respeito pela criança e pela
liberdade de expressão, com espaço para o sonho, sem deixar de nos
surpreender com as revelações do dia a dia.
Procuramos fazer um trabalho que questione e se questione, que leve a
criança (e o adulto) a pensar por si, provocando novos olhares, com mais
respeito por si própria e pelo outro, com espaço para a tolerância e para a
diferença.
Acreditamos nesta forma diferente de ser e estar que recusa infantilismos e
falsos moralismos. Não temos um espaço físico próprio por
isso todos os nossos espectáculos e ateliers são pensados e criados para
serem totalmente itinerantes. São autónomos não necessitando de quaisquer
equipamentos de luz ou som, sendo da nossa responsabilidade
todos os equipamentos
e
materiais necessários à realização dos mesmos.
Podem ser apresentados em Salas de Aula, Salas Polivalentes, Bibliotecas,
Pequenos Auditórios, Casas do
Povo, e outros espaços
alternativos
(dependendo das condições
físicas do espaço envolvente).
F. Pedro Oliveira
Actor. Nasce em Lisboa em
1965. Iniciou-se no Teatro em 1985 no Grupo "ContraRegra". Mais tarde
ingressa no Curso de Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e
Cinema, que conclui em Julho de 1989.
Participou já em inúmeros
Espectáculos donde se destaca: Dos Horácios e Curiácios à Noite, com
encenação de Antonino Solmer no Grupo "ContraRegra"; A Terceira Margem do
Rio e Bichos, ambos com encenação de João Brites, no Grupo de
Teatro "O Bando"; Vida de Artista ou a Verdadeira História de Barbi,
com encenação de Alexandre Sousa, produção do Grupo Cassefaz;
Auto-Retrato e A Festa, ambos com coreografia de Madalena
Victorino. Trabalhou ainda com Carlos Avilez, Carlota Gonçalves e Carlos Gomes, Fernando Gomes,
Guilherme Filipe, Isabel Piscarreta, Jean-Pierre Tailhade, José Abreu, José
Carretas, José Martins, José Peixoto, Luís Miguel Cintra e Miguel Abreu.
Desde 1996 tem criado e
participado em espectáculos, ateliers e animações dedicados às crianças,
nomeadamente nos projectos Música para Pais e Filhos,
O Livro
Mágico, entre outros. Foi também professor de Expressão Teatral em
diversas escolas do ensino básico.
Em 2002 iniciou uma
colaboração com "Belgais – Centro para o estudo das Artes" onde interpretou
com Jérôme Granjon (Piano) A história de Babar, mais tarde editado no
CD Sons de Belgais.
Em 2003 criou, com Ana
Faria, o nome Salto no Escuro, que reúne sobre si todos os
espectáculos e ateliers interactivos que têm vindo a criar e que continuarão
a sonhar.
Ana Faria
Caracterizadora e monitora
de expressão plástica infantil. Nasceu em Vila Nova de Famalicão em 1967.
Desde 1995 tem-se dedicado à actividade de caracterização e efeitos
especiais tendo participado em inúmeros programas de televisão, telenovelas,
telefilmes, cinema, teatro, opera, publicidade e fotografia. Já trabalhou,
entre muitos outros, em teatro com Robert Wilson, Ana Tamen, Álvaro Zúñiga;
em cinema com L. Gasparini, Gerard Marx, Patrick Timsit, François Ruggieri,
Jorge Paixão da Costa, Luís Filipe Rocha e João Botelho; em televisão com
Alvaro Fugulim, Frederico Gonçalves, Jorge Cardoso, Alfredo Tropa.
Desde 2001 tem trabalhado com F. Pedro Oliveira na criação de espectáculos e
ateliers interactivos para a infância e juventude.
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